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SAÚDE
"Elas querem um companheiro, mas estão muito exigentes, ansiosas e com medo", diz psicóloga
Por Zildda Brandaoh - 18/12/2008 às 8:34


Para Laila Pincelli, mulheres terão mais chance de encontrar a cara metade investindo em autoconhecimento, se aceitando mais e deixando de lado as superficialidades

 

Solteiras, divorciadas, viúvas, não importa. Muitas mulheres assumem que estão em busca de um companheiro para namorar e ter um relacionamento sério. No entanto, o processo não é nada simples. “Principalmente a partir dos 30 anos, percebe-se que as mulheres ficam ansiosas demais para que isso aconteça. Porém, ao mesmo tempo em que se mostram dispostas a ter alguém, estão relativamente fechadas e ficam exigentes demais. Criam um funil tão estreito que é difícil pretendente passar por ele”, comenta a psicóloga Laila Pincelli da Vida Psicologia

 

Laila afirma que há dois tipos de mulheres: as que se mostram desesperadas para encontrar alguém e as que alegam que são auto-suficientes e não precisam de homens, a não ser para sexo e diversão. “O meu questionamento é: será que essas duas mulheres são mesmo diferentes ou essas características fazem parte de uma mesma mulher, em fases e momentos diferentes?”

 

A psicóloga, com base em sua experiência de consultório e no estudo que fez, Mulher solteira procura... o quê? Atitude de mulheres solteiras frente a possibilidade de relacionamento amoroso, está segura de que as mulheres, em sua grande maioria, desejam intensamente ter relacionamentos amorosos satisfatórios. “Essa busca, porém, tem muitos critérios e o desespero surge quando se percebe que não é fácil encontrar alguém ideal”, relata.

 

A seguir, Laila analisa algumas questões que permeiam a busca da mulher pelo companheiro ideal. E dá dicas para que o medo e a ansiedade não atrapalhem o processo.

 

Idade é um fator relevante

 

A partir dos 30 anos, esta preocupação em encontrar um parceiro é ainda mais intensa. Porém, a mulher fica mais exigente e receosa de se envolver demais, ter frustrações e não ser aceita como gostaria. “Nesta fase, muitas já têm independência profissional e financeira, maior experiência de vida e de relacionamentos. Parece contraditório todos os sentimentos de insegurança que costumam relatar”.

 

Laila diz, ainda, que a idade traz uma certa ‘preguiça’ de começar de novo. “Aos 20 ou 25 anos, era uma delícia sair para baladas e paquerar, mas aos 30 ela não tem mais tanta disposição, o desgaste emocional é maior e ela acha que não tem mais tanto tempo para arriscar com homens errados”.

 

A ansiedade só atrapalha e é influenciada também pelo ‘relógio biológico’

 

O desejo de ter filhos aumenta a ansiedade daquelas que buscam relacionamentos sérios. O que influencia de forma determinante é o chamado ‘relógio biológico’. “As que tiveram relacionamentos frustrados também se mostram ansiosas demais. Apesar de ainda buscarem um companheiro ideal, elas ficam muito mais criteriosas”, reforça a psicóloga.

 

Elas estão muito exigentes

 

A psicóloga observa que as mulheres relatam exigências e critérios para eleger o homem ideal. Entre eles, são mais citados idade próxima à sua; estabilidade financeira; nível sócio-cultural igual ou superior; disponibilidade para o relacionamento e troca de experiências; relação de cumplicidade – não uma situação em que um tenha de cuidar do outro. “As mulheres desejam uma relação efetivamente equilibrada”, resume

 

O que chama a atenção de Laila é que elas “querem tudo isso, mas não aceitam abrir mão de suas conquistas pessoais como liberdade e autonomia, e, contraditoriamente, esperam um homem provedor e cavalheiro, nos moldes daquele modelo tradicional, anterior ao feminismo. Ela tem seu trabalho e pode até ganhar mais que ele, mas ainda pede o provedor, que cuide dela”.

 

Não se pode ter tudo

 

Na avaliação da psicóloga, falta a algumas mulheres a percepção de que ‘não se pode ter tudo’ e de que precisará ser flexível em suas exigências. “Afinal, homem e mulher devem ser iguais? Ou só até certo ponto?” Laila recorre à história para lembrar que, no modelo tradicional, homens e mulheres já sabiam como se comportar seguindo os padrões pré-estabelecidos: era o homem quem deveria tomar a iniciativa sempre, pagar a conta, etc. Enquanto que cabia à mulher ser delicada e resguardada. “Atualmente, não existe um padrão. Existem diferentes tipos de mulheres esperando atitudes bastante diversas por parte dos homens: existem as que naturalmente tomam a iniciativa; as que aguardam uma abordagem gentil por parte do homem e outras ainda que admiram um cara mais ousado, que ‘chega junto’!”. Sem esse padrão, homens e mulheres parecem estar perdidos, não agem de maneira natural e espontaneamente. “Muitas vezes, eles tentam ima ginar o que seria aceito e agem de acordo com um critério que escolheram racionalmente e por conta própria”.

 

Por isso, sugere Laila, é importante que a pessoa identifique e reconheça seu próprio comportamento e avalie as conseqüências de suas atitudes na visão do outro. “Sem isso, ela acaba colocando a culpa de suas frustrações sempre no outro. Costumo pedir que a mulher se coloque no lugar do homem e veja que, para ele, também não está fácil saber como agir”.

 

É preciso ter paciência e disposição para ‘encarar’ a busca pelo outro

 

Outro fator de grande frustração destacado pela psicóloga é a falta de paciência e de disposição – tanto de mulheres quanto de homens – de esperar que a relação se aprofunde um pouco mais para que ambos se conheçam. Sem esse aprofundamento, explica, não há tempo de desfazer os medos e compreender melhor a essência e o comportamento do outro. “Fica tudo muito superficial”, resume. “Ela quer que ele ‘adivinhe’ como se comportar, mas não diz nada claramente e, muitas vezes, nem sabe bem o que quer. Ela termina uma relação que mal começou por considerar que o homem cometeu um deslize que, na verdade, pode ser irrelevante: ele não abriu a porta para ela, ele aceitou dividir a conta, etc. Será que isso faz alguma diferença ao longo da relação? Será que não poderá ser alterado com uma conversa sobre o assunto quando o casal tiver maior intimidade?”

 

Na opinião da psicóloga, ao não dar tempo de aprofundar uma relação, a mulher, depois que encontrou alguém, começa a criar critérios ainda mais rígidos, que têm como base o medo de se relacionar e de se envolver emocionalmente. “Ela tem medo de tudo, de sofrer, de se sentir rejeitada e de entrar em contato com dificuldades emocionais. Por isso é importante o autoconhecimento, como forma de ultrapassar os obstáculos e de estar mais inteira para uma nova relação”. Conhecendo-se, explica, ela se torna mais flexível em relação ao outro.

 

Invista em autoconhecimento, deixe de lado as superficialidades e se aceite: só assim é possível obter sucesso

 

Após vários relacionamentos ou tentativas frustradas, se a mulher tiver dificuldade de analisar seu próprio comportamento e estiver com baixa auto-estima, deve procurar ajuda psicológica. “A mulher moderna não quer ser tratada como frágil, mas sim com respeito, educação e cordialidade pelo parceiro, para assim se sentir importante e protegida. Mas deve saber bem o que quer e falar claramente sobre isso”.

 

E mais, segundo Laila Pincelli: “Ela não deve se apegar à periferia da essência, ou seja, atribuir os insucessos à sua aparência – quilos a mais, cabelos crespos... São os sentimentos que dificultam o sucesso nos relacionamentos. Além disso, expectativas muito elevadas também são altamente responsáveis pela frustração”.

 

Para o sucesso do relacionamento, a psicóloga recomenda que a mulher deixe de lado as ‘minúcias superficiais’, aceite-se e aprenda a lidar com seus sentimentos, além de lembrar que o homem também tem suas próprias exigências.

 

Sobre Laila Pincelli

 

Graduada e Pós-Graduada em Psicologia pela PUC/SP, Laila possui doze anos de experiência em atendimento clínico de adultos, adolescentes, casais e família. É especialista em Terapia Familiar e de Casal. Fez residência em Reabilitação na AACD. É psicóloga da Vida Psicologia e Clínica da Mulher - espaço que oferece serviços médicos exclusivamente para o público feminino - e autora do estudo “Mulher solteira procura... o quê? Atitudes de mulheres solteiras frente a possibilidade de relacionamento amoroso”.

 





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COMENTÁRIOS

Thiago
ttfuga@ig.com.br
São Paulo
12/01/2009 - 11:44

Bom, ainda sou muito jovem, trabalho e estudo, faço Adm de Empresas, mas tenho a cinvicção que irei longe. E com certeza linda desse jeito achará alguem a sua altura e por quem vc se apaixone. beijo0s linda
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