Exposição de Portinari e Colóquio Internacional mostram as obras do artista ao Brasil
Postado por Zildda Brandaoh no dia 12/11/2009 às 13:29

Exposição de Portinari e Colóquio Internacional mostram as obras do artista ao Brasil
Evento faz parte do calendário oficial do Ano da França no Brasil
Para comemorar o Ano da França no Brasil, foi inaugurada no dia 10 de novembro, a exposição “Portinari em Paris 1946 – 2009”. A mostra, que ficará em cartaz até o dia 4 de dezembro na PUC Rio, relembra a exposição do artista em 1946 na galeria Charpentier na França. No dia 11 de novembro, terá inicio o Colóquio Internacional realizado em parceria com o Colégio Internacional de Filosofia de Paris (CIPH), evento que contará com a presença de João Cândido Portinari, filho do artista e diretor do Projeto Portinari.
Ana Paula Kiffer, coordenadora do curso de pós-graduação em Letras na PUC Rio, diz como a ideia de exposição e do Colóquio teve início. “Ela surgiu no quadro das iniciativas do Ano da França no Brasil, queríamos homenagear e França e ao mesmo tempo pensar nas relações franco-brasileiras. A exibição das obras de Portinari em Paris foi a primeira exposição de um pintor brasileiro na França num momento do pós-guerra.” Ana será a mediadora de uma das três mesas-redondas do Colóquio que discute o tema “Pensamento francês contemporâneo no Brasil”, no dia 11 de novembro. No dia 12, serão debatidos outros dois temas “O abstrato, o figurativo, o figural”, que conta com a presença do professor Jacques Leenhardt e “Política e Crise da Modernidade”, que será discutido por professores do CIPH.
O diretor do Projeto Portinari, João Cândido Portinari, trabalha há 30 anos no resgate das obras do artista que pintou a alma do povo brasileiro: “Hoje temos mais de 5 mil obras e 30 mil documentos com todo esse material começamos a produzir eventos que divulgam para o Brasil e para o mundo o trabalho deste grande artista. Ele foi o pintor que refletiu a alma da nação, mas suas obras estavam invisíveis para o grande público. Nosso objetivo é: Portinari para todos”.
Segundo Jacques Leenhardt, professor da Escola Superior de Estudos de Ciências Sociais (EHESS) na França e participante do Colóquio, Portinari chega a Paris em um contexto social sensível. “Ele chega à Paris num contexto pós-Segunda Guerra Mundial, onde os debates políticos e estéticos são muitos, e ele não entende muito bem isto por ser de outro país. Ele mostra aos franceses que sofreram após a guerra outro tipo de tristeza, a dos retirantes brasileiros.”
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